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Fortes Ventos Provocam Entupimentos Recordes em SP

Fortes Ventos Provocam Entupimentos Recordes em SP

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Rajadas de vento acima de 100 km/h voltaram a atingir São Paulo. Não foi só queda de árvore e destelhamento: o número de entupimentos em bueiros e galerias pluviais disparou.

Em bairros como Jabaquara, Grajaú e Itapeva, equipes da Defesa Civil e do Corpo de Bombeiros trabalharam sem pausa para conter os danos. Os ventos fortes e os temporais recentes sobrecarregaram o sistema de drenagem, gerando entupimentos recordes segundo a Desentupidora Pro em SP e agravando os alagamentos em várias regiões paulistas.

Rua movimentada em São Paulo com vento forte, folhas e detritos acumulados em bueiro entupido, pessoas com guarda-chuvas e carros passando por poças d'água.

A passagem de um ciclone extratropical intensificou os fenômenos climáticos. Os ventos passaram de 100 km/h em Itapeva e Iguape, segundo o Instituto Nacional de Meteorologia.

O acúmulo de folhas, galhos e destroços nas ruas bloqueou bocas de lobo e dificultou o escoamento da água da chuva. Técnicos da Prefeitura dizem que a combinação de solo encharcado e infraestrutura antiga só piorou o impacto dos temporais.

Recordes de Ventos Fortes e Entupimentos em São Paulo

Rua movimentada em São Paulo com vento forte, folhas e galhos bloqueando bueiros e pessoas se protegendo do vento.

Rajadas de vento acima de 100 km/h atingiram várias regiões de São Paulo. Estruturas danificadas, energia interrompida, detritos por todo lado – tudo isso agravou os entupimentos urbanos.

A soma de ventos extremos, árvores caídas e redes de drenagem sobrecarregadas complicou ainda mais a mobilidade e os serviços essenciais.

Dados das Rajadas de Vento e Impacto nas Infraestruturas

Entre 2023 e 2025, São Paulo registrou algumas das rajadas mais intensas desde 2006. Em Itapeva, os ventos bateram 104 km/h, enquanto Iguape e Cerqueira César chegaram a 93 km/h e 92,9 km/h, segundo o Inmet.

Na capital, o Aeroporto de Guarulhos marcou 64,8 km/h, e o Mirante de Santana, 60,1 km/h. Essas velocidades causaram destelhamentos, rompimento de cabos elétricos e danos em fachadas de prédios.

Estruturas metálicas e coberturas leves foram as mais atingidas, principalmente em bairros mais antigos. Em áreas industriais, galpões sofreram deformações e perderam isolamento.

O vento forte também jogou uma quantidade absurda de folhas e resíduos nas bocas de lobo. O resultado? Entupimentos recordes nas redes pluviais e alagamentos em vias como a Marginal Tietê e a Avenida do Estado.

Ocorrências de Quedas de Árvores e Danos Estruturais

O Corpo de Bombeiros recebeu dezenas de chamados por quedas de árvores durante os temporais. Em um só episódio, foram 86 ocorrências em municípios do estado.

Árvores caídas bloquearam ruas, danificaram carros e romperam fios de energia. Bairros como Jabaquara, Grajaú e Cidade Dutra tiveram galhos caídos sobre calçadas e muros, causando ferimentos leves e prejuízos materiais.

No litoral norte, ventos de até 85 km/h arrancaram árvores inteiras, afetando quiosques e casas. A queda de vegetação sobre a rede de drenagem piorou ainda mais os entupimentos.

Folhas e galhos entupiram canaletas e bocas de lobo, reduzindo a vazão da água e elevando o risco de enchentes rápidas em áreas baixas.

Interrupção de Serviços Essenciais e Resposta das Autoridades

Os ventos fortes cortaram a energia elétrica de mais de 90 mil imóveis na capital e região metropolitana. Rede sobrecarregada, árvores caindo sobre cabos – o caos foi geral.

Em alguns bairros, o serviço só voltou mais de 24 horas depois. A Defesa Civil mobilizou equipes para apoiar municípios atingidos, especialmente no litoral norte e interior.

Entre as ações, teve distribuição de telhas emergenciais, desobstrução de ruas e reforço no atendimento a famílias desalojadas. O aeroporto de Guarulhos desviou e cancelou voos por causa dos ventos acima de 60 km/h.

A prefeitura acelerou a limpeza de galerias e bocas de lobo para tentar evitar novos entupimentos. Regiões com histórico de alagamento entraram na lista de prioridade.

Causas Meteorológicas dos Fenômenos Extremos

Os ventos fortes, as tempestades e os entupimentos urbanos em São Paulo vêm de uma mistura de fatores atmosféricos e ambientais. Calor, umidade, relevo, urbanização – tudo isso junto cria as condições para formações intensas de nuvens e eventos extremos.

Formação de Nuvens de Tempestades e Ciclones

As nuvens de tempestades, conhecidas como cumulonimbus, aparecem quando o ar quente e úmido sobe rápido e encontra camadas frias mais acima. Essa diferença de temperatura gera instabilidade e correntes verticais bem intensas.

Frentes frias e zonas de convergência de umidade aumentam o vapor d’água na atmosfera. Quando o ar sobe e se condensa, libera calor e intensifica o movimento, ampliando a força dos ventos e a chance de chuvas torrenciais.

Em cenários maiores, circulações ciclônicas no Atlântico ou no interior do continente reforçam a rotação dos ventos. Isso gera tempestades severas com rajadas que passam fácil dos 80 km/h, capazes de arrancar árvores e danificar estruturas.

Fator Meteorológico Efeito Principal
Calor e umidade excessivos Formação rápida de nuvens de tempestade
Frente fria em aproximação Aumento da instabilidade atmosférica
Circulação ciclônica Intensificação dos ventos e chuvas fortes

Influência da Urbanização e Mudanças Climáticas

A urbanização de São Paulo mexe com o equilíbrio térmico local. Asfalto e concreto seguram o calor, esquentando o ar e favorecendo correntes ascendentes.

Esse calor extra intensifica as nuvens de tempestade e aumenta a frequência de ventos fortes. As mudanças climáticas globais só pioram tudo isso.

O aquecimento dos oceanos e fenômenos como La Niña e El Niño bagunçam o regime de umidade e temperatura. O resultado? Mais chuvas intensas e períodos longos de instabilidade.

Além disso, o solo impermeabilizado impede a água de infiltrar. Com isso, a água da chuva se acumula rápido nas ruas, aumentando alagamentos e entupimentos e complicando ainda mais a vida de quem depende do sistema de drenagem.

Granizo, Raios e Outros Elementos dos Temporais

Durante uma tempestade severa, correntes verticais dentro das nuvens jogam gotas de água para altitudes incrivelmente frias. Essas gotas acabam congelando e formam o granizo.

O granizo cresce em camadas até ficar pesado o bastante para despencar da nuvem. Não é raro ouvir o barulho das pedras batendo nos telhados durante esses eventos.

O atrito entre partículas de gelo e água ali em cima gera descargas elétricas. Esses raios aquecem o ar em questão de milésimos de segundo, criando o trovão e podendo causar danos elétricos ou até incêndios pontuais.

Granizo, raios, ventos fortes—tudo isso junto pode virar um pesadelo, especialmente em cidades grandes. Nessas situações, o risco de entupimentos, quedas de energia e prejuízos materiais dispara.

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